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O novo coronavírus apresenta inúmeras variantes em todo o mundo, cada uma com algumas mutações no seu material genético.

Veja quais Variantes de Atenção estão circulando no Brasil.


COVID19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Realização: Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Acesse nosso site para baixar os infográficos em alta qualidade. Os canais da iniciativa podem ser acessados em https://instabio.cc/COVID19DC

O agravamento da pandemia de COVID-19 gerou um aumento na demanda de suprimentos hospitalares e de profissionais da área da saúde no Brasil e no Mundo.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com Gustavo Fernandes, da Fundação Getulio Vargas, que fala sobre os fatores que tem gerado a escassez de elementos fundamentais para o enfrentamento da COVID-19.


COVID-19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Realização: Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os canais da iniciativa são: TwitterInstagramYouTubeFacebook.

Este vídeo dispõe de janela de libras com apoio do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e da Cooperação Social da Fiocruz.

Há vários exemplos bem sucedidos. A estratégia, no entanto, não deve ser usada sozinha, mas combinada com outras para reduzir a transmissão da COVID-19.

Desde o início da pandemia de COVID-19, a palavra lockdown passou a fazer parte do vocabulário dos brasileiros. No início, eram notícias distantes, sobre, por exemplo, a cidade chinesa de Wuhan, onde o SARS-CoV-2, vírus causador da doença, foi identificado pela primeira vez. Agora, debate-se muito se as cidades brasileiras devem adotar o lockdown como estratégia para reduzir o número de casos e óbitos relacionados à COVID-19 e, consequentemente, a pressão sobre os hospitais, que passam por uma crise de ocupação de leitos de UTI. Fake news divulgadas em redes sociais sugerem que o lockdown não funciona. Já o sanitarista Christovam Barcellos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, afirma que o lockdown pode ser uma estratégia eficaz, mas não deve ser a única.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define lockdown como a tomada de “medidas de distanciamento social em larga escala e restrição de mobilidade” e defende que essa estratégia pode reduzir a transmissão da COVID-19, na medida em que limita o contato entre as pessoas. Embora admita que lockdowns podem ter impacto sobre os indivíduos e sobre a sociedade, a OMS reconhece que, por vezes, o lockdown é a única opção possível para desacelerar o contágio e ganhar tempo no combate à pandemia.

Barcellos lembra que esta estratégia tem sido utilizada com sucesso em alguns países, mesmo aqueles que já iniciaram a vacinação de suas populações. “Um dos melhores exemplos é Portugal, que estava sofrendo uma terceira onda muito perigosa agora em janeiro e fevereiro de 2021. O país decretou várias medidas de restrição, com apoio do governo para as pessoas ficarem em casa, e conseguiu baixar o número de novos casos”.

No Brasil, um país maior e mais populoso, as medidas precisam ser adaptadas à realidade de cada região. O que funciona na Amazônia, por exemplo, é diferente daquilo que pode ser eficaz no Sudeste ou no Sul. Segundo Barcellos, as regiões metropolitanas estão entre as mais desafiadoras, por causa das populações maiores e também da grande circulação de pessoas entre os municípios. Nesses casos, é preciso que as medidas de restrição de atividades e mobilidade sejam articuladas. O especialista destaca, ainda, a pobreza e as desigualdades que temos no Brasil adicionam um desafio extra às medidas de lockdown: “Muitas pessoas só vão conseguir ficar em casa da maneira adequada se houver solidariedade e apoio social.”

Algumas cidades brasileiras decretaram lockdown e começam a ver resultados. Mas eles não são imediatos: a redução no número de casos e óbitos vem semanas após a adoção de medidas restritivas. “Fortaleza e Salvador, por exemplo, já têm resultados positivos, com uma adesão muito grande da população. Em duas semanas, o número de casos já começa a reduzir. No longo prazo, isso vai diminuir a pressão que está havendo sobre os hospitais, com liberação de leitos”, avalia o sanitarista. O município de Araraquara (SP) também usou um lockdown de 10 dias em fevereiro como estratégia para frear a COVID-19 – nas semanas seguintes, houve queda no número de novos casos.

Lockdown é diferente de isolamento de casos e contatos

Vale lembrar que as medidas de lockdown impostas a determinados municípios não deve ser confundida com o isolamento de pacientes diagnosticados com COVID-19 ou com suspeita da doença. Independentemente de como estão as atividades (comeciais, educacionais, de lazer etc.) em uma localidade, “pessoas que têm sintomas, estão com suspeita de COVID-19 ou testaram positivo – ainda que assintomáticas – devem ficar em isolamento”, orienta Barcellos. Isso vale mesmo para quem divide a casa com alguém: na medida do possível, é preciso reduzir o contato entre as pessoas. Ele também sugere que pessoas mais frágeis ou vulneráveis, incluindo idosos, obesos e portadores de doenças crônicas (ainda que jovens), redobrem os cuidados, pois têm um risco maior de desenvolver formas graves da COVID-19.

Além disso, é fundamental saber que o lockdown, ainda que seja uma estratégia eficaz, não pode ser a única medida de controle da pandemia. Vacinação, políticas de testagem, distanciamento social e uso de máscaras também são medidas fundamentais, e devem ser combinadas para aumentar nossas chances de conter a COVID-19.


O Boletim do Observatório Fiocruz COVID-19, divulgado no dia 26 de março de 2021, mostra um aumento nos casos de COVID-19 entre os mais jovens no Brasil.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com Raphael Mendonça Guimarães, pesquisador da Fiocruz, que fala sobre os motivos da mudança do perfil de casos, entre eles o retorno dessa parcela da população ao trabalho presencial, a flexibilização do distanciamento social e a circulação de novas variantes do coronavírus.


COVID-19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Realização: Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Este vídeo dispõe de janela de libras com apoio do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e da Cooperação Social da Fiocruz.

O uso correto de máscara é recomendado como uma das principais estratégias de combate ao novo coronavírus.

Mas qual é o tipo de máscara mais indicado para impedir a transmissão de gotículas? Este infográfico traz informações sobre a eficácia das diferentes máscaras.


COVID19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

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Medicamento tem ação comprovada para pacientes com comprometimento pulmonar, mas não deve ser usado precocemente, nem em casos leves ou moderados – situação em que pode agravar o quadro da doença.

Uma das denúncias recebidas pelo aplicativo parceiro Eu Fiscalizo nos últimos dias tratava de uma postagem sobre a importância da dexametasona – um corticosteroide – para salvar vidas durante a pandemia de COVID-19. A informação parece fora de contexto: embora o medicamento venha sendo utilizado, com sucesso, em pacientes graves, não deve ser usado de forma profilática ou preventiva, e nem em casos leves da doença. Os especialistas que consultamos reforçam, também, os perigos da automedicação.

O médico Marcio Bittencourt, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, explica que há vários corticoides no mercado, e que o próprio corpo humano produz esses hormônios. Nos medicamentos, usa-se doses mais altas dessas substâncias para, por exemplo, tentar modular a resposta imune do paciente.

Segundo o cardiologista Luís Correia, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, a dexametasona é uma medicação de benefício comprovado no caso de pacientes com COVID-19 internados por complicação respiratória, isto é, pacientes que estão precisando de suplementação de oxigênio ou mesmo ventilação invasiva. A evidência científica que embasa o uso da dexametasona é o estudo Recovery, realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, que testou diferentes medicamentos para o tratamento de pacientes hospitalizados. Em junho de 2020, a equipe divulgou um comunicado de imprensa informando que a dexametasona “reduz em até um terço a mortalidade entre doentes hospitalizados com complicações respiratórias graves da COVID-19”.

Correia, no entanto, ressalta que pacientes que não estão com sintomas de falta de ar não têm uma inflamação pulmonar importante e, assim, não seriam beneficiados pelo uso do corticoide, que é um anti-inflamatório. “É dar um remédio a quem não precisa”, avalia, sublinhando que, como qualquer fármaco, a dexametasona também pode causar efeitos colaterais e, portanto, a automedicação é contraindicada.

Para a biomédica Ana Paula Herrmann, do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, usar dexametasona de forma indiscriminada é desvirtuar o conhecimento que a ciência já gerou sobre a ação desse medicamento em pacientes com COVID-19.

“Os corticosteroides, em geral, inibem a resposta do sistema imune. Isso é importante na fase inflamatória da doença, quando a resposta do nosso organismo à infecção acaba sendo mais prejudicial do que o próprio vírus”, explica a cientista. “Essa resposta inflamatória exagerada pode acabar causando dano nos tecidos, e a dexametasona tem razão de ser usada para inibir essa fase inflamatória, quando o paciente já está em estado grave, necessitando de oxigênio suplementar”.

Herrmann também citou o Recovery para justificar por que não se deve usar a dexametasona em casos leves de COVID-19: o estudo apontou indícios de que, nesses pacientes, a dexametasona pode ser prejudicial. “Os corticosteroides não devem ser usados nas fases iniciais da doença, justamente porque vão inibir a resposta do sistema imune – a única arma que temos para combater o vírus no início da infecção”, aposta a biomédica.

Bittencourt concorda. “A medicação, usada na hora certa e do jeito certo, ajuda. Se usada na hora errada e do jeito errado, não só não ajuda, como atrapalha”, resume. “A automedicação precoce não faz nenhum sentido. Essa medicação deve ser usada, por indicação médica, nos casos mais complexos”.

Por fim, Herrmann ressalta a importância de diretrizes claras para guiar a atuação dos médicos no tratamento da COVID-19 no país: “Infelizmente, o que vemos é uma falta de protocolo. Qual é o critério específico que diz se um paciente deve ou não começar a fazer uso de dexametasona? No Brasil, não há muito consenso estabelecido e documentado, então, cada profissional acaba seguindo o seu próprio entendimento do que seja um tratamento adequado. Precisamos de um consenso e de um protocolo, de diretrizes terapêuticas para guiar o tratamento da COVID-19”.


A COVID-19 foi responsável por mais de 1.000 mortes de crianças e adolescentes em 2020 no Brasil. O número apresentado é superior a outros países.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com o médico Marco Aurélio Safadi, da Santa Casa de São Paulo, sobre a situação.


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A amamentação não deve ser interrompida quando a mãe está com COVID-19, porque os benefícios do aleitamento materno são maiores do que os riscos de transmissão do novo coronavírus para o bebê.

Entretanto, devemos adotar algumas medidas de precaução para minimizar os riscos. Confira as dicas no infográfico de hoje.


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No Brasil, a vacinação contra COVID-19 teve início em janeiro de 2021 para a população acima de 18 anos. Atualmente, diferentes empresas produtoras de vacinas contra COVID-19 estão realizando os testes clínicos em crianças.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com Márcio Nehab, da Fundação Oswaldo Cruz, que fala sobre o início dos testes clínicos em crianças e alerta para outros agentes infecciosos importantes para a saúde infantil.


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Teste tem alta especificidade e mostra se a pessoa está na fase aguda da doença.

Apesar de ser um grande aliado no diagnóstico de pacientes com COVID-19 no mundo inteiro, o teste conhecido como PCR – da sigla, em inglês, para reação da polimerase em cadeia – vem sendo alvo de fake news. Uma fala atribuída a uma médica holandesa defende, sem nenhuma evidência comprovatória, que até 94% dos resultados do teste são falsos. Quem trabalha na área sabe: nada mais longe da verdade.

“Os testes de PCR, em geral, são os mais específicos e normalmente são os confirmatórios para a maioria das doenças”, afirma o microbiologista Eduardo Ruback dos Santos, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz-Ceará e coordenador técnico de biologia molecular da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da COVID-19 no mesmo estado. “Na COVID-19, o PCR é o padrão ouro para determinar se a pessoa está na fase aguda da doença”.

Para realização do teste, é colhida uma amostra das mucosas do paciente – geralmente, pelo nariz. Em seguida, no laboratório, faz-se uma pesquisa por trechos do material genético do coronavírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19 (saiba mais sobre o funcionamento do teste). “Temos testes que PCR que podem determinar até três partes diferentes do SARS-CoV-2 de uma só vez, logo, a chance de não se detectar o vírus, mesmo que ele tenha sofrido mutação, é quase nula”, completa Santos, que chega a realizar 120 mil testes de PCR por mês.

Existem outros métodos capazes de observar a presença do vírus nos pacientes, como um teste rápido para detecção direta do antígeno viral – no caso, uma proteína da camada externa do vírus. Embora seja rápido e sensível, o teste não é tão específico quanto o PCR. “Em caso positivo, é recomendado que se confirme o resultado com o PCR”, ressalta o especialista. Além disso, há exames de sangue capazes de detectar a presença de anticorpos de fase aguda contra o SARS-CoV-2. Da mesma forma, seus resultados precisam ser confirmados pelo PCR.

Entre todos os testes disponíveis, o PCR é aquele que tem menor chance de ter um resulltado falso positivo – sua especificidade é maior ou igual a 99%. Desde o início da pandemia, há um esforço de aperfeiçoar os testes de PCR, de modo a aumentar sua confiança, inclusive diante das novas variantes do coronavírus. “Normalmente, a cada produção destes testes, uma nova versão, mais otimizada, é incluída”, aponta Santos. “Temos, hoje, testes chamados Multiplex, que permitem diferenciar mais de uma doença no mesmo PCR, como, por exemplo, o teste SARS-CoV-2/InfluenzaAB, que permite diferenciar se a pessoa está infectada com COVID-19 ou gripe”.