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O novo coronavírus pode afetar os testículos e reduzir a produção de hormônios e a qualidade dos espermatozoides.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa sobre o assunto com o pesquisador Jorge Hallak, da Universidade de São Paulo.


COVID-19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Realização: Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os canais da iniciativa são: TwitterInstagramYouTubeFacebook.

Vacinas não injetam a proteína Spike do coronavírus no sangue, nem há casos documentados de infertilidade associados à presença dela nos ovários

O aplicativo parceiro Eu fiscalizo identificou um vídeo com mais de 3,8 mil curtidas no Instagram, em que um imunologista e professor da Universidade de Guelph (Canadá) afirma ter tido acesso a um “estudo de biodistribuição” solicitado a uma agência reguladora japonesa, segundo o qual “a proteína Spike atinge o sangue e circula durante vários dias após a pessoa ser vacinada”. Ele diz estar particularmente preocupado com a acumulação dessa proteína nos ovários e sugere que as “vacinas podem tornar mulheres estéreis”. O conteúdo é disseminado por um perfil que reúne médicos defensores do tratamento precoce contra a COVID-19, com várias publicações antivacina.

Diferentemente do que sugere o vídeo, a proteína Spike ‒ a coroa do coronavírus que faz a ligação com as células humanas  ‒ não está “inteira” na formulação das vacinas. É o que explica a ginecologista Cecília Maria Roteli-Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “A vacina não inclui a proteína Spike inteira, mas um RNA desenhado para imitar a proteína Spike. É um pedaço de vírus fabricado”, resume. Ela lembra que mesmo as vacinas formuladas a partir do próprio vírus inativado, como a Coronavac, são feitas com um fragmento viral inerte, ou seja, morto.

Segundo a especialista, as vacinas contra COVID-19, assim como outras de aplicação intramuscular, provocam reação no local da injeção para estimular o sistema imunológico. “Há uma reação imediata daquilo que chamamos de imunidade inata. Para aquele local vão ‘correr’ todos os linfócitos, todas as células que produzem anticorpos”, detalha. Além disso, as vacinas intramusculares contêm um adjuvante, uma partícula que provoca ainda mais irritação, com o objetivo de atrair os anticorpos para a região da aplicação. “Essas células com a mensagem de produção de anticorpos vão cair no sangue, estimulando toda a cadeia do sistema imunológico”, explica. 

Roteli-Martins participa da vigilância de efeitos adversos das vacinas que são notificados ao Ministério da Saúde. “Até o momento, não existe evento adverso relatado de infertilidade por alteração ovariana”, informa. “Se houver contraindicação de alguma vacina, algum evento adverso que comece a se repetir, certamente a vacinação será interrompida”, garante.


Uma em cada quatro pessoas que se recuperam da COVID-19 sofre com a queda de cabelo acentuada.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa sobre o assunto com a pesquisadora Fabiane Andrade Mulinari-Brenner, da Universidade Federal do Paraná.


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Adultos não vacinados têm 17 vezes mais chance de ser hospitalizados por causa da COVID-19 do que adultos que estão totalmente vacinados. Confira aqui os números referentes às hospitalizações.


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Acesse nosso site para baixar os infográficos em alta qualidade. Os canais da iniciativa podem ser acessados em https://instabio.cc/COVID19DC

Estima-se que, no Brasil, cerca de 120 mil mortes ocorridas no primeiro ano da pandemia de COVID-19 poderiam ter sido evitadas, segundo o relatório técnico feito com apoio da SBPC e outras organizações.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa sobre o assunto com a pesquisadora Ligia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


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Este vídeo dispõe de janela de libras com apoio do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e da Cooperação Social da Fiocruz.

Vacinas podem evitar reincidência e quadros mais graves em pessoas já infectadas pela doença, ao contrário do que sugere mensagem disseminada no Twitter.

Um tweet publicado pela médica Nise Yamaguchi em fevereiro de 2021 ‒ antes de sua polêmica participação na CPI da COVID, em junho ‒ voltou a circular recentemente na internet. Na mensagem, ela afirma que quem já teve COVID-19 “pode não precisar de vacinas” e que “reinfecções ainda são raras”.

Ao contrário do que sugere a médica, um estudo do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), com 238 doadores de sangue em Manaus, no Amazonas, revela que até um terço dos casos de COVID-19 provocados pela variante P.1 do coronavírus (Gama, segundo a atual nomenclatura da Organização Mundial da Saúde) podem ser reinfecções em pacientes que já tiveram a doença. O trabalho foi publicado em maio deste ano na plataforma MedRxiv como preprint, ou seja, ainda precisa ser submetido à revisão de outros cientistas.

De acordo com a definição do Ministério da Saúde, consideram-se casos suspeitos de reinfecção quando os pacientes apresentam “dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção respiratória”. No entanto, “caso não haja a disponibilidade das duas amostras biológicas, com a conservação adequada, a investigação laboratorial não poderá ser complementada, inviabilizando a análise do caso”. Além disso, embora admita a possibilidade de nova infecção pela mesma linhagem do vírus, o órgão só reconhece como casos de reinfecção confirmados aqueles que “se tratam de infecções em episódios diversos, por cepas virais diferentes”.

Por esta razão, o número de casos de reinfecção no Brasil pode estar subestimado, na avaliação do infectologista Julival Ribeiro, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Infelizmente, para dar diagnóstico de reinfecção, nós temos que ter a amostra da primeira e da segunda infecções e fazer um estudo genético para saber se essas cepas são diferentes ou não. Nem todos os laboratórios fazem isso, a não ser os de pesquisa”, lamenta.

Reinfecção e vacinação

Nós já mostramos, aqui, que a recomendação para tomar as duas doses da vacina contra a COVID-19 (ou a dose única, se for o caso), vale inclusive para quem foi infectado pela doença anteriormente.

Um estudo publicado em maio pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa e da empresa chinesa MGI Tech Co indica que a reinfecção por COVID-19 pode vir acompanhada de sintomas mais fortes.

O infectologista Julival Ribeiro cita outro estudo publicado pelo CDC, em junho, que mostra redução no risco de reinfecção após a vacinação contra a COVID-19. “Observa-se que as pessoas que tiveram uma infecção, sobretudo aqueles casos leves, têm maior risco de ter reinfecção em comparação àquelas que tiveram a primeira infecção e depois foram vacinadas”, detalha.

Ribeiro ressalta que a pesquisa foi realizada antes da emergência da variante Delta, que pode aumentar os casos de reinfecção, por ser altamente transmissível, com indícios de que também possa provocar casos mais graves. “Segundo estudos publicados em todo o mundo, a efetividade das vacinas continua muito boa quanto à variante Delta, mas essa efetividade caiu, além do que, discute-se também o escape da variante Delta em quem já teve sua própria infecção natural”, alerta.

O especialista lembra que a variante Delta já se tornou predominante em vários países no mundo, tendência também observada no Brasil. “A grande arma que nós temos no mundo, no momento, é a vacina, associada às medidas preventivas, com o uso de máscaras, higienização das mãos e evitando aglomerações, sobretudo em locais fechados”, orienta.


As vacinas AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac/Butantan são eficientes na proteção contra a COVID-19. Recentemente, um estudo, que ainda não passou por revisão por pares, demonstrou que existe uma variação na proteção em ambas as vacinas com o aumento da idade.

Confira aqui os números por faixa etária de cada vacina.


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Última atualização: 06 de setembro de 2021.

Em 2020, diante do cenário da pandemia do novo coronavírus, a campanha de vacinação contra a gripe em idosos foi impactada no Brasil. A cobertura vacinal contra a gripe ficou abaixo da meta de 90% da campanha, atingindo 83% da população idosa.

Neste video, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com Aluísio Jardim Dornellas de Barros, da Universidade Federal de Pelotas, sobre o assunto.


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Aprovada no Brasil para aplicação em menores de 18 anos, vacina da Pfizer já foi atestada por cientistas e órgãos reguladores, ao contrário de narrativas que circulam nas redes sociais

Há poucos dias, um famoso comentarista de televisão foi corrigido pela própria emissora onde trabalha depois de ter dito, ao vivo, que “jovens não precisariam tomar a vacina [contra a COVID-19], segundo as estatísticas”.

Narrativas contra a vacinação de adolescentes têm sido disseminadas também em diversas plataformas de redes sociais, como o Instagram e o Twitter. Um dos argumentos invocados é que não existiriam estudos atestando a segurança da vacinação para esse público, o que é falso.

Artigo publicado em  julho de 2021 na revista científica The New England Journal of Medicine apresenta os resultados de testes clínicos realizados pela Pfizer com 2260 adolescentes de 12 a 15 anos de idade, dos quais 1131 receberam a vacina desenvolvida pela empresa e 1129 receberam uma injeção de placebo. Não houve eventos adversos graves gerais, nem relacionados à vacinação, cuja eficácia apurada foi de 100%.

“A vacina não seria licenciada sem estudo. Inclusive, hoje a licença da vacina da Pfizer não é mais emergencial. Ela foi licenciada recentemente pelo FDA [órgão regulador dos Estados Unidos] e aqui no Brasil também já tem a licença definitiva”, afirma a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a indicação da vacina da Pfizer para crianças com 12 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única vacina autorizada no Brasil para aplicação em menores de 18 anos.  

Efeitos adversos

Recentemente, a própria Anvisa emitiu um alerta sobre a possibilidade de ocorrência da miocardite, inflamação no tecido que envolve o coração, como um dos efeitos adversos da vacina em adolescentes e adultos jovens, especialmente do sexo masculino, o que tem levado muitas pessoas a questionarem se o risco compensa os benefícios da vacinação para esse público.

“Miocardite pode ser um efeito adverso da vacina, é verdade, mas a taxa de incidência é baixa”, assegura Ballalai. “Países como Estados Unidos e Israel mantêm a vacinação de adolescentes, entendendo que os casos ocorridos foram resolvidos, nenhum adolescente ficou com sequela, a maioria deles não foi internada”, relata.

Por outro lado, a pediatra ressalta que, embora os adolescentes não sejam considerados um grupo de risco para COVID-19, eles estão suscetíveis a desenvolver quadros graves da doença. “Principalmente aqueles com comorbidades”, lembra. A médica cita a obesidade como uma condição comum que pode aumentar a gravidade dos sintomas nessa faixa etária.

Balalai recomenda a vacinação dos adolescentes contra a COVID-19, uma vez que a imunização esteja disponível para esse grupo, especialmente neste momento, de disseminação da variante Delta.

“O CDC [Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos] comparou a capacidade de transmitir da Delta à catapora. Antes da vacinação, a catapora era causa de surto, principalmente entre crianças e adolescentes, nas escolas, nas cidades etc. É uma doença que mata pouco, mas mata, e por isso nós vacinamos”, diz.

Medidas complementares

Isabella Ballalai faz um apelo para que as pessoas entendam que, mesmo vacinadas, ainda não é hora de “voltar a viver normalmente”, e isso não se aplica somente aos jovens.

“Eu sei o que é um adolescente sem ir para a ‘balada’, mas se realmente quero proteger o meu filho, é isso que preciso fazer. Ele vai para a escola, faz algumas atividades, mas ainda não está no momento de ir para a praia com os amigos, nem ele, nem ninguém”, orienta a pediatra, que tem dois filhos nessa faixa etária. “Se temos vacina para adolescentes, vou vaciná-los”, revela.

Ela recomenda, ainda, que cuidados como o uso de máscara sejam tomados inclusive no ambiente familiar. “Não é só a população que eu não conheço que me transmite vírus. Minha família transmite, assim como meu amigo. A Delta tem capacidade de transmissão muito alta e estamos vendo famílias inteiras, grupos que chamamos de clusters, que se juntam e depois todos ficam doentes. Muitas vezes, um deles morre, e pode ser um adolescente com comorbidade”, alerta.


Pacientes acima de 65 anos com demência e doença de Alzheimer têm maiores chances de desenvolver a forma grave da COVID-19.

Neste vídeo, a equipe COVID-19 DivulgAÇÃO Científica conversa com a Sergio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que destaca a necessidade de redobrar as medidas de proteção contra a COVID-19 para que os cuidadores não sejam uma porta de entrada para o vírus.


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