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Pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) anunciaram essa semana que um medicamento corticosteróide, a dexametasona, tem sido capaz de reduzir as mortes de pacientes mais graves com COVID-19, em testes clínicos. 

Preocupados em apurar se de fato a dexametasona é um medicamento promissor para o tratamento de COVID-19, a equipe de COVID19 DivulgAÇÃO Científica acompanhou, nesta quarta-feira (17/06), a coletiva de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo Tedros, a dexametasona demonstrou ter um efeito benéfico nos pacientes gravemente doentes com COVID-19. 

“De acordo com os primeiros achados compartilhados com a OMS, para pacientes em uso de oxigênio, o tratamento com dexametasona demonstrou reduzir em cerca de um quinto a mortalidade. Para pacientes que necessitam de ventilador, a mortalidade foi reduzida em cerca de um terço”, afirmou o diretor-geral na coletiva.

No entanto, Tedros reforça que o medicamento não demonstrou ter um efeito benéfico para aqueles com a doença mais branda, que não precisavam de suporte respiratório. 

A OMS se comprometeu a atualizar as orientações clínicas para incluir como e quando a dexametasona deve ser usada para tratar a COVID-19 em hospitais. É importante enfatizar que todo medicamento deve ser utilizado apenas com orientações médicas: a automedicação faz mal à saúde.


No Brasil, as prisões apresentam superlotação e péssimas condições de higiene e de ventilação, sendo um ambiente que favorece a transmissão de doenças respiratórias, como a COVID-19.

A equipe de COVID19 DivulgAÇÃO Científica conversou com a Alexandra Sánchez, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, para saber mais sobre o assunto.


COVID19 DivulgAÇÃO Científica é uma iniciativa que visa fornecer informações confiáveis sobre o novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19.

Realização: Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

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Esse vídeo dispõe de janela de libras com apoio do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência e da Cooperação Social da Fiocruz.

A máscara é um bom aliado para se proteger da COVID-19 e reduzir a propagação do novo coronavírus. Mas é importante saber como usá-la. Neste infográfico, preparado pela equipe de COVID19 DivulgAÇÃO Científica, apresentamos algumas medidas para o uso correto da máscara.

Várias pessoas têm comprado oxímetro para monitorar se devem buscar ajuda médica durante a pandemia – inclusive por vezes a custos bem elevados. A equipe COVID19 DivulgAÇÃO Científica foi checar a questão e entrou em contato com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), que compartilhou seu posicionamento sobre o uso do oxímetro:

“A SBPT não recomenda o uso irrestrito de oxímetro domiciliar para monitorização da saturação de oxigênio durante a pandemia de COVID-19.

Como não há estudos científicos sobre a referida monitorização em pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de COVID-19, sugerimos que a decisão sobre usar ou não usar monitoração por oximetria domiciliar fique a cargo do médico que assiste o doente.

Não existe indicação do uso de oxímetro domiciliar em indivíduos sem doenças pulmonares crônicas ou como método de diagnóstico precoce da COVID-19.”

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